Clássico Quente em Preto e Branco

Em 1992 Corínthians e Botafogo fizeram um clássico com circunstâncias bem diferentes da s que teremos amanhã quando os dois alvinegros se cruzarão pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. No próximo domingo, o atual campeão da série A enfrentará o vencedor da B do ao passado, buscando seu primeiro triunfo vitória sobre o rival carioca no Itaquerão. Há 24 anos, a “casa” do Timão ainda era o Pacaembu e uma vitória do Botafogo estaria longe de ser uma surpresa. Ao contrário.

O encontro ocorreu pela segunda rodada da fase semifinal do Brasileirão daquela temporada. Um torneio que também tinha vinte participantes , mas que era jogado em turno único com os oito melhores passando para uma fase semifinal disputada por dois grupos de quatro, com turno e returno. O Glorioso terminou na segunda colocação no geral, enquanto o Timão chegara em quinto.

O Alvinegro carioca confirmara seu favoritismo na primeira rodada ao derrotar o Cruzeiro por 2 a 1, mesmo placar com que a equipe paulista foi derrotada pelo Bragantino. O clássico em preto e branco de sábado à tarde era fundamental para as pretensões corinthianas e ainda lutar pelo seu segundo título nacional à época.

 

O jogo:

Precisando da vitória o Corínthians sai em busca do primeiro gol. O Botafogo, no entanto se fecha bem, mas acaba cometendo faltas na entrada da área, o que é um perigo por causa de Neto. Na primeira chance que o meia tem, ele carimba a barreira. Mas, aos onze minutos ele carimba o poste direito de Ricardo Cruz. O jogo é truncado. Jacenir arrisca de fora, fraco, nas mãos de Ricardo Cruz. O Bota responde. Renato Gaúcho cruza, Pingo tenta desviar, mas erra o cabeceio. De falta o time carioca também tem sua oportunidade. Dias bate e Ronaldo faz pose para defender. No finzinho do primeiro tempo, Viola faz bela tabela com Vladimir e dispara da meia direita da entrada da área. Ricardo Cruz defende com tranquilidade. E Neto, em mais uma cobrança de falta manda pra fora a última investida corinthiana n primeiro tempo.

A pressão do Timão aumenta no início da segunda etapa, mas sem chutes a gol. Até que Neto bate falta por baixo para dentro da área. A bola desvia em Pingo e Ricardo Cruz bota de tapinha a córner. Ezequiel deixa Viola na cara do gol, mas o atacante chuta em cima de Ricardo Cruz que salva com o pé. O Glorioso reage. Renato lança Pingo e Jacenir comete pênalti. No entanto, Ronaldo acerta o canto e defende o chute de Chicão, garantindo o empate até então. Mesmo com a perda do pênalti, o Bota se anima e sente que pode vencer o jogo. Até que Renato faz excelente passe para Valdeir que ganha da zaga na corrida e toca na saída de Ronaldo para abrir o placar. O Corínthians se enerva e passa a proporcionar espaços ao contragolpe do adversário. Mas o perigo é sempre Neto. Ele bate falta no ângulo direito e Ricardo cruz faz grande defesa espalmando a escanteio. Valdeir quase marca de chaleira, mas a pelota sai à direita de Ronaldo. Com a saída de Neto ara entrada de Fabinho, nem as cobranças de falta o Timão tinha mais. Renato tem a chance de aumentar, mas cai na hora de concluir, reclamando pênalti. O Corinthians por pouco não empata, após cruzamento de Paulo Sergio da direita e testada de Fabinho na pequena área. Ricardo Cruz faz milagre e manda a córner. A pressão aumenta. Viola tenta de voleio, depois da sobra de um córner. Mas a conclusão vai muito alta. Carlos Alberto Dias quase amplia em novo contra-ataque. Ronaldo salva de novo Desesperada a torcida paulista cria confusão. Dois loucos invadem o campo atrasando o encerramento da partida e o sofrimento da fiel. Nas arquibancadas o velho conflito da torcida com a polícia local. Após o apito final, Viola arruma confusão com os reservas do Botafogo e o pau canta.Com a vitória o Glorioso assumia a liderança do  grupo 2 e  caminha rumo à final.

 Ficha Técnica:

Sábado, 13 de junho de 1992.
Pacaembu- Corínthians 0 x 1 Botafogo – Campeonato Brasileiro – Segunda Fase.
Árbitro: Renato Marsiglia.
Gol: Valdeir aos 16’ no 2º tempo.
Corínthians: Ronaldo, Wladimir, Marcelo, Wilson Mano e Jacenir; Taíka, Ezequiel, Marcelinho Paulista (Marcos Roberto)  e Neto (Fabinho) e; Paulo Sérgio e Viola. Téc.: Basílio.
Botafogo: Ricardo Cruz, Odemilson, Renê, Márcio Santos e Valber; Carlos Alberto Santos, Pingo, Carlos Alberto Dias (Jefferson) e Valdeir; Renato Gaúcho e Chicão (Pichetti). Téc.: Gil.

 

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